Entrevista com Tim Kring

por Eric Goldman, da Ign.com

Na última terça-feira foram vistos membros do elenco de Heroes e fãs da série juntando-se aos roteiristas em greve nos protestos fora dos estúdios da Universal. Greg Grunberg (Matt Parkman), Dana Davis (Monica Dawson), Sendhil Ramamurthy (Mohinder Suresh), Dania Ramirez (Maya Herrera), Cristine Rose (Angela Petrelli), Jack Coleman (Noah Bennet), Ali Larter (Niki Sanders), Masi Oka (Hiro Nakamura) e Kristen Bell (Elle Bishop) estavam todos assiduamente mostrando apoio aos roteiristas, incluindo o criador da série, Tim Kring.

Tive a oportunidade de falar com Kring sobre a greve, e como ela tem impactado Heroes, o que acabou sendo refilmado da estória do último episódio do Volume 2, “Generations”, quando a possibilidade da greve cresceu. Nós também discutimos sobre algumas críticas que Heroes recebeu durante o Volume 2; a série spinoff Origins – que foi retirada do calendário deste ano, graças à greve – e dicas do que está por vir no Volume 3, intitulado “Villains”.

Contém SPOILERS para quem não acompanha a série pela NBC.

IGN TV: Você tinha um monte de conflitos com os fãs desde que a série começou, mas essa deve ser uma experiência diferente de qualquer outra.

Tim Kring: É, essa é única. Esta não é a maneira ideal de interagir com os fãs, quando você está desempregado e seu futuro é incerto. Mas é muito animador ter eles aparecendo assim.

IGN TV: Como você está nessa situação? Na semana passada as coisas pareciam estar indo relativamente bem, e então tudo foi por ralo abaixo novamente.

Kring: Escute, não sei se essa sempre foi uma parte do roteiro. Claramente, um cenário em que muitas pessoas tem falado por enquanto que a idéia do estúdio era fazer um acordo com os diretores e então seguiriamos depois disso. E claramente, parece ser o que parece que está pra acontecer.

IGN TV: Você tem grande parte do seu elenco aqui com você hoje. O que eles parecem pensar sobre a situação?

Kring: Bem, eles estão realmente em uma situação difícil, porque a partir de agora, eles não têm quaisquer outras questões que queiram ir resolver. Suas questões serão faladas nos próximos meses. Essas questões com as quais estamos lidando, com a greve tornam-se questões deles, obviamente, com os membros da SAG. Mas o que e ótimo é que muitos deles realmente mostram apoio. Eles saíram não apenas para um evento como esse, mas saíram muitas vezes e andaram conosco, então é ótimo.

IGN TV: É verdade que alguns mais episódios foram filmados além dos que já vimos?

Kring: Não. Fizemos um pouco de filmagens dos episódios 12 e 13; especificamente coisas do Zach Quinto, pois ele estava indo filmar Star Trek, então fizemos o suficiente para ter certeza de poder continuar, porque ele tinha compromisso. E então filmamos algumas estórias que sabíamos que não eram conectadas, que foram só até os episódios 12 e 13. Mas será muito bom começarmos do zero quando voltarmos. Portanto, não temos episódios na lata. Temos algum material na lata, mas isso não quer dizer que temos um episódio completo.

IGN TV: O quão diferente foi o novo final do Volume 2 do que foi originalmente filmado?

Kring: Bem, ele foi concebido para que pudéssemos aproveitar o longo intervalo que se esperava, e acabou tendo realmente o apelo certo. Acho que acabamos refilmando umas oito páginas, talvez – seis ou sete páginas, algo assim. Então foram cinco minutos do final do episódio que foram alterados. Isso nos permitiu um salto a frente. Originalmente a 2ª Temporada iria ser composta de três volumes. O Volume 2, “Generations”, o Volume 3 que se chamava “Exodus” e o Volume 4 que era o “Villains”. E reescrevendo esse final, nós pudemos fazer isso.

IGN TV: Você concedeu uma entrevista ao Entertainment Weekly onde dirigiu algumas queixas à série no início desta temporada.

Kring: Escute, quando alguém me pergunta se há alguma coisa que eu gostaria de fazer de maneira diferente na série, a resposta é “Sim, tudo!” Literalmente tudo. Não há um quadro do filme que eu assisto e não penso “Ah, bem que nós poderiamos ter feito isso! Poderia ter sido azul e não verde!” E então você está tipo perguntando ao cara errado quando pergunta o que eu poderia ter feito diferente, porque esse grupo de roteiristas e produtores nessa série são incrivelmente apaixonados pelo que fazemos e somos os piores críticos; somos o mais duros com nossas próprias coisas. Nós fazemos todas as perguntas difíceis em um único dia. Constantemente analisamos o que estamos fazendo e constantemente testamos e medimos, onde deve ser e é um processo muito orgânico. Você tem que lembrar que fazendo a série assim não é como uma série policial ou um drama médico onde existem literalmente dezenas e dezenas de modelos para retroceder – “Bem, sabe, podemos colocar o mesmo final na Cena 3 que fizeram no NYPD Blue neste episódio.” Nós não temos esse luxo.

Heroes é uma espécie de série ousada, inovadora e nova em que não temos um modelo a ser seguido. Então estamos seguindo essas regras desde o início. Por causa disso e do processo orgânico da série, há vezes em que você vai “Bem, deveriamos ter isso ao invés daquilo nesse momento.” A boa notícia é que estamos muitas vezes cinco, seis, sete episódios à frente do público, então quando o público começa a ficar frustrado por algo, nós já tinhamos sentido essa frustraçao e ajustado por isso. E acho que o Volume 2 foi muito um exemplo disso. Penso que justamente quando o público começou a se sentir frustrado pelas coisas, sem dúvida eles receberam os episódios onde essas coisas foram resolvidas. E não fomos respondidos pelo público, porque estávamos semanas na frente. Começamos filmando esses episódios em Junho, por isso estávamos muito longe da época em que eles começaram a ir ao ar. Não podiamos ir ajustando devido ao que íamos ouvindo.

Outra coisa que vou dizer sobre isso é que quando prossegue com um programa assim, os fãs se tornam cada vez mais difíceis de se satisfazer. Digo, é mesmo da natureza humana. Quando algo não é mais brilhante e novo, você começa a olhar para isso de diferentes ângulos. E de diversas maneiras, a primeira temporada teve todos esses mesmos problemas. Nós tivemos terríveis queixas como “Quando essas pessoas vão ficar juntas?!” e “Não entendo isso.” Esperamos até o episódio 9 para reunir pessoas no último ano, então o nível de frustração era muito, muito alto. Em uma série como esta, acho que a vida de prateleira recebe muito, muito, muito menos frustração. Estamos apenas tentando nos empenhar em constantemente estar sendo ousados e ultrapassando as fronteiras das novas estórias, e uma série assim tem que permanecer fresca e tem que permanecer nova. Com fãs às vezes, se você é diferente eles dizem “Por que você é diferente?” E se você não é diferente, eles dizem “Bem, por que você é igual à mais velha série?” Então você está sempre sem saída com o público.

Tudo que eu sei é que seguir em frente, como um tubarão. Temos que repovoar a série com novos personagens. Mesmo que às vezes as pessoas não queiram ver novos personagens, a verdade é que eles querem sim. Eles tipo realmente querem ver novos personagens. No ano passado, acho que introduzimos mais de 20 personagens na temporada, e a maioria deles eu acho que se reuniram com sucesso. Então nos sentimos muito estimulados a continuar fazendo isso. Por que não estariamos? Tivemos suceso com quase cada um. Portanto é tudo um trabalho, um progresso. É tudo um trabalho em progresso.

IGN TV: Você acha que Heroes: Origins vai reviver em algum momento?

Kring: Eu realmente acho. Penso que é uma idéia fabulosa e foi muito planejado especificamente para esse ano, porque foi designado para ir ao ar em Maio e preencher a temporada. Essa foi a idéia toda, nós estariamos no ar até o fim de Abril, e então Origins atravessaria Maio. Foi uma idéia de planejamento específico e tem que ser um planejamento específico novamente. Mas é parte da gaveta da televisão exatamente agora, quando as pessoas não querem assistir reprises. Eles querem programação original, todo o tempo. A temporada da televisão dura 39 semanas, e a maioria dos programas pode ter no máximo 24 episódios, então é aí que está a gaveta. Se você tem 39 semanas e 24 episódios, o que vai fazer do resto do tempo? E nossa idéia era chegar com essa outra série que foi produzida como uma entidade separada, e assim não reprovariam nossa produção. Faziamos seis episódios e estaríamos expandindo nossa temporada para 30 episódios. Portanto, meu palpite é que isso vai ainda ser uma boa idéia no próximo ano, só que não sabemos quando é o próximo ano! O próximo ano não existe agora.

IGN TV: O que você pode dizer sobre os destinos de Nathan e Niki?

Kring: Bem, minha resposta pra isso é que não parecem bons! [Risadas] Parecem bastante terríveis. Mas como temos visto em Heroes, a morte é uma daquelas coisas que muito, digamos, mutável. Então eu não contaria sobre eles completamente.

IGN TV: Alguns fãs estão perguntando se o sangue da Claire é demasiadamente uma solução milagrosa. Estou assumindo que é algo que você pensou assim?

Kring: Sim. Existem muitas vezes em que você pode ir para certas fontes ou cair na tentação de tomar o caminho fácil. Há alguns outros truques na manga. Os fãs devem saber que o Volume 3, “Villains”, quando o fundamento é a tingido rapidamente, vai ser muito acelerado. Porém isso não significa muita ação, significa tensão e todo tipo de coisa. Será a versão manivelada da nossa série.

[Neste momento, Kristen Bell (Elle Bishop) vem para dizer adeus para Kring antes de sair]

IGN TV: E mais desta jovem moça, espero?

Kring: E esperamos que Kristen vá ficar conosco para sempre! Mas agora temos que conseguir dela mais alguns episódios.

Fonte: Ign.com, traduzido por mim.

– postado por Isabela.

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One Response to Entrevista com Tim Kring

  1. MarceloPicosse disse:

    Puts, nao achei animador algumas palavras do tim a respeito de inserir novos personagns juntamente com pessimas noticias pra Niki e Nathan, além de assumir que o sangue da Claire na meio forçando a barra, pode ser que nao estarao la na proxima temporada…..

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